Um Domingo pra encontrar a Feist, bem ali…
Nós dois e um pug que dorme em cima de meus pés, descalços, que pisam o chão não tão gelado, e não tão quente.
Se os olhos tentam mirar um específico pingo da chuva que cai lá fora, os ouvidos prestam atenção na melancolia da voz, que se mistura com o dia perfeitamente triste e estratégicamente preguiçoso que se anuncia.
Sempre me imaginei sozinho, num dia de chuva, triste, com um fundo e uma voz igualmente, longe de qualquer coisa que pudesse realmente me incomodar. Sempre pensei na perfeição desse dia, sem uma minúscula coisa sequer fora do lugar, sem chateação ou preocupações adultas. Apenas chuva, violões e uma voz para me reconfortar. Ali não caberia mais ninguém. Mas a gente nunca consegue imaginar a perfeição, e por mais que eu me esforce pra isso, a realidade é sempre diferente daquilo que penso. Só que dessa vez ela é melhor.
Hoje a realidade foi perfeita. Tinha mais coisa do que solidão, chuva e voz. Tinha outra alma, no outro quarto. Outra voz e outro violão.

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