Arquivo para Novembro, 2006

al-ahly



O clube da Cidade do Cairo, no Egito, considerado pela Confederação Africana de Futebol o clube africano do Século, foi fundado em 1907 e participa pela segunda vez do Mundial de Clubes da FIFA. Em 2005, perdeu logo na primeira rodada para o Al Ittihad e foi desclassificado. Na disputa pelo quinto lugar, nova derrota, dessa vez para o australiano Sidney FC, e o último lugar na competição. O clube africano, que é dirigido pelo português Manuel José, se classificou para a disputa ao vencer o CS Sfaxien, da Tunísia, com um gol nos acréscimos, na final da Liga dos Campeões da África.
Atualmente, o Al-Ahly lidera o ranking da CAF de clubes africanos de todos os tempos.

Títulos:
- 30 campeonatos egípcios
- 33 Copas do Egito
- 05 Ligas dos Campeões da África
- 01 Super Copa Africana
- 01 Copa Afro-Asiática
- 01 Liga dos Campeões Árabes
- 02 Super Copas Árabes
- 07 Copas do Sultão

De olho nele:

Apesar de ter em Mohamed Aboutrika a maior esperança de gols, a principal estrela do Al-Ahly fica mesmo é no banco. Manuel José, técnico com maior número de jogos na primeira divisão portuguesa, já passou pelo Sporting e pelo Benfica. Este ano, o treinador levantou o título da Copa dos Campeões da África pela terceira vez.

Site: http://www.ahlyegypt.com/

hai kai futebolísticos.

Aprendi com meu amigo Gil, no seu Limão Azedo, o que é um Hai Kai. Segundo ele, e eu não tive a menor paciência para pesquisar e ver se é verdade, é um tipo de poema japonês muito antigo, que não pode expressar opinião, mas sim sentimentos, fatos e outras coisas. Pode ter rima ou não. O Hai Kai tem uma construção engessada, ( 5 sílabas / 7 sílabas / 5 sílabas), e quando foge dessa regra é chamado de “poemínimo”. Tudo isso aprendi com o Gil.
Ele escreveu uns bem legais, mas o Gil é todo poeta, e eu vou aqui, no Caneladas, apenas fazer alguns que tenham como tema o futebol. Vocês vão perceber que alguns terão rima, outros às vezes serão “poemínimos” (ele tem razão, esse nome é ótimo!!), mas dificilmente algum deles fará sentido.
Começo com um hai kai em homenagem ao Rogério Ceni.

” O pé na bola
A mão do bom arqueiro
Joga prá fora”

Se você quiser se arriscar e fazer um também, é só me mandar… Os melhores eu publico.

vexames e definições.

A torcida alviverde não poderia ter escolhido jogo melhor para o seu protesto. Colocou o nariz de palhaço e viu o seu time apoiar a atitude dentro das quatro linhas. Inter 4×1. Um chocolate, como disse o técnico Jair Picerni. Sorte do Palmeiras que a Ponte levou 2 do Goiás e conseguiu aquilo que tanto queria. É justo, a Ponte buscou isso o campeonato inteiro e no ano que vem vai disputar a Segundona. Parabéns Ponte Preta!!!
No Morumbi, com gols de Rogério Ceni e Fabão, dois ícones desse time vitorioso, o São Paulo venceu o fraco Cruzeiro e fez a festa com a taça da CBF. O placar poderia ter sido maior, mas a boa exibição do goleiro Fábio impediu a goleada. O São Paulo vai ao Sul com um time misto, já que vários jogadores entram em férias hoje. Sorte do Paraná, que ainda busca uma vaga na Libertadores 07. É a única coisa que ficou pra última rodada, já que os clubes brasileiros não dão muita importância prá Sulamericana. Ainda.

cara de palhaço, nariz de palhaço…


A torcida do Palmeiras, ou pelo menos parte dela, conhecida como a “Turma do Amendoim”, promete uma manifestação pacífica hoje no jogo contra o Internacional. O plano era ir vestido de preto e com nariz de palhaço, mas como uma outra parte da torcida, mais especificamente a Mancha Verde, prometeu descer o cacete em quem fosse de preto, porque, segundo eles, “camisa preta é coisa de corintiano!”, resolveram optar apenas pelo utensílio nasal.
Não sei se resolve alguma coisa, mas é melhor que sair batendo em jogadores ou fazer uma emboscada ao ônibus do clube no meio da estrada.
Sexta feira foi o dia da torcida do Bahia protestar. Se a coisa continuar como está, vai ter muito time por aí que deixará de ter torcedor para ter apenas manifestantes.

auckland city football club

O Auckland City FC, fundado em 2004, é um clube amador da Nova Zelândia. Tem o seu próprio estádio, coisa que até clube brasileiro não tem, na Kiwitea St, em Auckland. Foi campeão logo na sua primeira participação no campeonato neozelandês, na temporada 2004/05, e se classificou para a disputa do título continental. Que ganhou, em 2006. Tudo bem, foi beneficiado pela saída da Austrália da OFC, mas ganhou, e agora vai disputar o título de melhor do mundo junto com grandes potências. Vale lembrar que o Auckland será o único clube amador no campeonato. O que já é uma façanha.
O clube estréia na competição no dia 10, contra o egpício Al-Ahli.

Títulos:

- Campeonato Neozelandês 2004/05
- Copa dos Campeões da Oceania 2006.

De olho nele:

Grant Young, ou apenas Yungie.

O experiente atacante sulafricano de 35 anos, que tem 1.78 m e pesa 74 kg, é considerado um dos principais jogadores do time.
Já jogou em clubes profissionais, como o Hellenic, da África do Sul, e o Ghent, da Bélgica.
Carrega nas costas o número 10.
O Auckland não tem muitas pretensões neste campeonato, e se passar da primeira fase a festa já estará armada.

deus me livre…

A Lusa se safou, o Bugre não… Vai ter que pisar num inóspito terreno chamado Série C.

fifa club world cup 2006


O Mundial Interclubes irá acontecer entre os dias 10 e 17 de Dezembro, no Japão, nas cidades de Tóquio e Yokohama, mas o Caneladas inicia hoje uma série de posts sobre o torneio e os clubes participantes.
Serão seis times disputando o troféu:

O coreano Jeonbuk Motors, campeão da Liga dos Campeões da AFC;
O espanhol Barcelona, campeão da Liga dos Campeões da UEFA;
O América do México, campeão da Copa dos Campeões da CONCACAF;
O egpicio Al-Ahly, campeão da Liga dos Campeões da África;
O brasileiro Internacional, campeão da Copa Libertadores da América;
E o neozelandês Auckland City FC, campeão da Copa dos Campeões da Oceania.

Os jogos serão todos mata-mata, começando nas quartas de final.

dia 10. Auckland City x Al-Ahly (jogo 01)

dia 11. Jeonbuk x América (jogo 02)

As semi finais serão nos dias 13 e 14, com o vencedor do jogo 01 pegando o Internacional e o vencedor do jogo 02 enfrentando o poderoso Barcelona. Os derrotados nessa primeira fase se enfrentam no dia 15 pela disputa do 5º lugar.

Quem perder na semi, corre atrás da 3ª colocação no dia 17, horas antes da finalíssima, que será disputada no mesmo dia e no mesmo estádio, o Internacional Stadium Yokohama, em Yokohama, lógico.

Lembrando que quatro clubes brasileiros já tiveram a competência de levantar a taça. O Santos, o Flamengo, o Grêmio e o São Paulo, atual campeão. O Inter tenta um lugar nesse seleto grupo, e a não ser que o Spectromen apareça por lá pra mudar o rumo da história, deverá fazer a final contra o Barcelona. O jogo é difícil e o clube catalão é favorito, mas também não era em 92?

deu adeus.

O Atlético tomou de 4×1 no México e disse adeus à Sulamericana…
Bem feito!

até o fim

Quarta feira. Já deu prá curar a ressaca do título, e apesar do meu interesse ter diminuido um pouco, prometo acompanhar o Brasileirão até o fim. Portanto, agora é hora de pensar nas possibilidades que ainda restam neste fim de campeonato brasileiro.
Com o campeão já conhecido, falta ainda decidir se a última vaga prá Libertadores vai ficar com o Vasco ou Paraná. O time carioca tem 01 ponto de vantagem, mas 02 jogos complicados, contra o Santos no Rio e o Figueirense fora. O clube do Sul joga contra o São Caetano no ABC e faz sua última partida contra o campeão São Paulo no Paraná.
As vagas da Sulamericana ainda estão em aberto, com sete clubes disputando 04 vagas.
Lá no fim da tabela, já temos Santa Cruz, Fortaleza e São Caetano rebaixados, e a última “vaga” para a Série B fica entre Ponte e Fluminense. Mas o escrete campineiro deve mesmo sair do grupo de elite do futebol nacional. O Palmeiras precisa de apenas mais 01 ponto, e respira aliviado, apesar de sua torcida prometer comparecer ao Palestra com nariz de palhaço. Aliás, fortes rumores dizem que foi idéia da minha mãe, frequentadora assídua do site da “Turma do Amendoim”. Que família…..

ufa!!…é campeão!

Chegamos. Era 20 prás duas, daria prá pegar um lugar legal, ver o jogo sossegado. Descemos do carro e depois de uns 30 metros a Sica manda essa: ” Ai, esqueci minha santinha no carro!”. Todos se entreolham “Quer voltar prá buscar?”. Nessa hora o sol já queimava minha cabeça, a chuva que parecia que iria cair não tinha vindo, e eu com a camiseta preta, manga comprida, já morrendo de calor…”Não, deixa prá lá.” Eu sabia que o meu sacrifício já seria suficiente. “O jogo é contra o Atlético, eles não querem mais nada com o Brasileiro”, pensei eu. Pensei errado.
O jogo foi difícil, complicado, na verdade teria sido até chato….se fosse um jogo normal. Não era. E o São Paulo empatou, mas venceu. Começou bem, apesar dos passes errados do Júnior, que parecia estar com uma bigorna amarrada no pescoço. E prá minha surpresa, o time paranaense também atacava, criava chances. Mas daí veio o gol do Fabão. 1×0. “Beleza, acabou”, pensei eu. Errado, de novo. O São Paulo simplesmente não jogava, e percebi que teria que torcer pro Inter não jogar também. Teria que torcer dobrado.
Imaginei que voltaríamos melhor pro segundo tempo, e a idéia do Murici estar soltando os cachorros no vestiário me dava uma certa satisfação. O que o Souza estava pensando, por quê ele não corria? E o Danilo, o Lenilson? Será que só o Mineiro e o Fabão correm nesta porcaria de time? Eles mereciam alguma espécie de tortura chinesa express no intervalo. 15 minutos de sofrimento, prá compensar os 45 que os 68.237 torcedores haviam acabado de passar!!! Mas se ele realmente falou alguma coisa, não funcionou. O jogo continuou morno, e lá pelos 30 sentenciei: “O São Paulo vai tomar um gol.” A Sica me olhou assustada, e aos 34…”Caralho, não acredito!”. Chutes na arquibancada de concreto, xingos, maldições contra os deuses da bola. Aos 39, santo Rogério Ceni nos livra de pagar todos os pecados. E eu só pensava na santinha lá no carro, com um sorrisinho de canto de boca: “Tá vendo, não quis me levar prá ver o jogo, nem o rádio ligado deixou aqui neste carro abafado. Agora sofre.” O jogo acaba, nem vi direito quando foi que o juiz apitou. Estava no telefone com a minha mãe, colhendo informações sobre o jogo do Pinheirão. Faltavam oito minutos e o Paraná vencia.
Alguns jogadores do São Paulo comemorando, parte da torcida também. Acompanho o resultado e tempo de jogo do Inter pelo placar, e quando aparece Paraná 1×0 e 43 minutos, não consigo comemorar, e começo a lembrar da final da Champions de 99. O Bayer vencia até os 44 do segundo tempo, nada poderia tirar o título deles, afinal estavam jogando bem e tudo o mais. NADA PODERIA DAR ERRADO. Esse é pensamento que atrai a desgraça. O Manchester virou em dois minutos e levantou a taça. No Morumbi o placar anuncia: 45 + 3. “Mais três? O que esse juiz tá pensando, o que eu fiz prá merecer tamanha punição?”
A essa altura já haviam montado o palco prá comemoração, arrumaram até um troféu. Desafiaram todos os deuses do azar, estavam pondo em xeque todo o meu ritual. O que eu poderia fazer com uma simples camiseta preta e minha brava resistência ao calor contra toda aquela provocação e exaltação ao Diabo.
Não fiz nada, e o Inter também não. E veio, pelo placar, a notícia. Fim de jogo. São Paulo tetracampeão brasileiro. Não me lembro muito do que fiz, só sei que pulei, distribui urros prá todos os lados e fiquei exausto como nunca tinha ficado na minha vida.
São Paulo Campeão, finalmente o sofrimento acabou. Pelo menos até começar o Paulistão…

Próxima Página »